Um breve olhar do que já foi escrito

Já faz algum tempo, eu tive a oportunidade de escrever um artigo relacionado à proposta desse blog, cujo objetivo é discutir como melhorar a qualidade do software produzido pela nossa comunidade. O texto, de título Definição de papéis no processo de Engenharia de Software, foi publicado na Engenharia de Software Magazine, edição 53. O conteúdo, disponível para assinantes MVP, pode ser encontrado nesse link.

Bem, gostaria de enfatizar que ainda acredito nos três pilares, citados em ordem decrescente de importância: as pessoas, os processos e as ferramentas.

Sim, as pessoas são os elementos mais importantes do sucesso de sua empreitada no mundo do software. E hoje decidi falar um pouco sobre como essas pessoas se tornam a peça chave do sucesso, começando por como trazer um talento para time. Aqui tem uma tonelada de clichês e, inevitavelmente, vou acabar citando um ou outro, nesse ou em algum post futuro, quando complementar o assunto.

Espero que minha primeira dica não seja tão batida: a cultura e os valores da empresa devem ser compatíveis com os dos colaboradores. Pode parecer politicamente incorreto colocado dessa forma, mas imagine que a empresa visa lucro a (quase) qualquer preço. Se os gestores contam com uma pegada bem, digamos, capitalista e colocam os resultados acima de tudo, um colaborador que é muito ligado à família e que quer trabalhar "apenas" as 8 horas diárias será mal visto, interpretado como pouco comprometido. Esse mesmo colaborador, numa empresa que preza o equilíbrio, pode ser um funcionário modelo. Outros exemplos: colaboradores honestos não conseguem trabalhar em empresas envolvidas em esquemas escusos e vice-versa; cultura de inovação / rupturas para pessoas muito conservadores e que querem preservar status quo. Os cenários são praticamente infinitos.

Então, como verificar se vai dar certo, se há compatibilidade? A empresa deve deixar o mais claro possível para o candidato quais são seus valores, sua missão, visão, o que ela valoriza e (por que não explicitar ?) o que despreza. Em contrapartida, avaliar se os talentos entrantes concordam com essa cultura e esse conjunto de valores, se vão querer remar na mesma direção.

Valores discrepantes geram perda de comprometimento e de entusiasmo. E isso leva, na melhor das hipóteses, à mediocridade. Duvida disso? Observe a diferença que faz na qualidade e na produtividade de um colaborador devidamente alinhado, se comparado a outro que está deslocado, incompatível. Analise bem e me fale.

Provocações finais

Sua empresa explicita seus valores? Sério? Porque se tem uma plaquinha com missão, visão e valores, que foi feita apenas para Inglês ver (ou passar em alguma auditoria), ai não vale. No entanto, se os dizeres da placa foram pensados e a empresa está comprometida com tudo o que a mesma diz, então está show de bola.
E os colaboradores, conhecem e concordam com tais dizeres? Sim, essa pergunta se aplica a você também!!!
Estão todos entusiasmados, com brilho no olho, jogando no mesmo time?
Vamos falar mais sobre isso no próximo post. Até!

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